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Cooxupé deve receber menos café do que o esperado
Valor Econômico
17/08/2017

Alda do Amaral Rocha

 

Com a colheita de café da safra 2017/18 se aproximando do fim na região de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), a expectativa é que o recebimento do produto este ano pela cooperativa mineira fique aquém do inicialmente esperado. Como a atual temporada é de bienalidade negativa, isso significa uma queda ainda maior em relação ao recebimento de 2016.

 

Na terça-feira, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, que faturou R$ 3,8 bilhões em 2016, informou que a colheita de café arábica por seus cooperados alcançou até o dia 12 de agosto 87,96 % da produção esperada, estimada em 6,8 milhões de sacas.

 

"Estamos ficando bastante preocupados. Achamos que não vai se realizar a programação que fizemos", afirmou Lúcio Araújo Dias (foto: arquivo CNC), superintendente comercial da Cooxupé, em referência ao recebimento de café previsto pela cooperativa.

 

Inicialmente, a projeção da Cooxupé era receber este ano 4,280 milhões de sacas de café da safra 2017/18 de seus cooperados e adquirir outras 1,320 milhão de terceiros, num total de 5,6 milhões de sacas. Mas a baixa produtividade das lavouras deve fazer o recebimento total cair 15% a 20%, de acordo com Dias.

 

Com isso, a previsão da cooperativa é receber este ano cerca de 4,8 milhões de sacas, sendo 3,9 milhões de cooperados e o restante de terceiros. Segundo o superintendente, a cooperativa tem tido dificuldade em adquirir produtos de terceiros. Em 2016, a Cooxupé havia recebido um total de 6,2 milhões de sacas de café.

 

A menor produtividade da colheita é reflexo da baixa densidade dos grãos e também da infestação de broca em algumas regiões de produção do cerrado mineiro e do sul de Minas, afirmou Dias.

 

Segundo ele, em safras "normais", a incidência de peneiras 17 e 18, as mais demandadas na exportação, é de 35%. Nesta temporada, a incidência está entre 20% e 25%. Os grãos estão menores – o que se reflete na produtividade – porque as chuvas foram insuficientes e as temperaturas muito elevadas em dezembro e janeiro, na fase de enchimento dos grãos. Já a broca prejudica a qualidade do café e também afeta o rendimento, pois perfura os grãos.

 

Para a produção na região da cooperativa (que inclui cooperados e não cooperados), a expectativa inicial da Cooxupé era que houvesse queda de 14% na comparação com a safra 2016/17, quando a colheita alcançou 20 milhões de sacas. Nesse cenário de menor produtividade, a previsão é de que o recuo possa chegar a 30%, estimou Dias.

 

Apesar da revisão para baixo na estimativa de recebimento de café, as exportações devem ficar em níveis não muito distantes do inicialmente previsto, pois a cooperativa tinha estoques remanescentes de 2016. No começo do ano, a Cooxupé previa exportar 4,2 milhões de sacas, retomando os volumes de 2015. Agora, segundo Dias, a expectativa é que fique entre 4 milhões e 4,2 milhões, "mais perto de 4 milhões de sacas". Para o mercado doméstico, a meta continua a ser 1,7 milhão de sacas.

 

Num quadro de incertezas, há também resistência por parte dos cafeicultores em vender, observou o superintendente comercial da Cooxupé. "O produtor tem dúvidas em relação à próxima safra [a 2018/19]", disse. A razão é que havia um otimismo sobre o novo ciclo, mas o longo período de frio em julho pode ter afetado o desenvolvimento das plantas, acrescentou. Em tal cenário, poderia haver alta de preços do café.

NY - ICE US (US$ cents / lb-peso)
Contrato 20/09/17 21/09/17 Dif.
Dez/17 136,55 135,00 - 1,55
Mar/18 140,10 138,55 - 1,55
Mai/18 142,40 140,90 - 1,50
ICE Europe (US$ por tonelada)
Contrato 20/09/17 21/09/17 Dif.
Set/17 2058 2035 - 23,00
Nov/17 2035 2012 - 23,00
Jan/18 2004 1988 - 16,00
SP - BM&FBovespa (US$/saca)
Contrato 20/09/17 21/09/17 Dif.
Set/17 162,75 160,80 - 1,95
Dez/17 167,85 165,85 - 2,00
Mar/18 172,20 170,15 - 2,05
CEPEA ESALQ/USP (R$ a vista)
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Robusta 6 405,67 406,97 1,30
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