São Paulo, Quarta-feira - 8 de Setembro de 2010  
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Plano Diretor

PLANO DIRETOR 2005-2008 


APRESENTAÇÃO

Este documento apresenta o Plano Diretor para o período 2005/08, contendo missão, visão, negócio, objetivos e estratégia de ação.

MISSÃO

Defender e promover os direitos e interesses dos produtores de “cafés do Brasil”, em consonância com os princípios do desenvolvimento sustentável, consubstanciados nas dimensões econômica, social e ambiental.

VISÃO

No triênio 2005-2008, o CNC quer:
• ser reconhecido pela maioria dos produtores de café do Brasil e suas lideranças, como o representante legítimo de seus interesses;
• consolidar sua posição de interlocutor essencial na definição de políticas para o setor;
• ser reconhecido pelos associados como uma estrutura ágil, útil e indispensável;
• ser reconhecido pela excelência de suas propostas e posições sempre embasadas em dados e argumentos bem estruturados.

NEGÓCIO

O negócio do CNC é a representação política e institucional dos produtores de “cafés do Brasil” nas áreas:

Política – representando o setor junto ao poderes executivo, legislativo e judiciário em nível federal, estadual e municipal, junto a organismos internacionais, aos demais segmentos da cadeia café e do agronegócio e junto à sociedade, de maneira geral; propondo e participando ativamente da gestão da política de interesse do setor; fazendo a necessária mobilização política para fortalecer a representação do setor no legislativo e no executivo.

Mercado – contribuindo para que os produtores possam melhorar a eficiência de seus sistemas de produção e de comercialização em consonância com as exigências do mercado e auferindo melhor renda; subsidiando associados e produtores no processo de tomada de decisão, através da: gestão e disseminação das informações importantes; elaboração de análises e estudos e defesa de propostas sobre temas, legislação e movimentos atuais, que podem ter impacto no setor; orientação para acessar linhas de crédito e financiamento e fazer a gestão de dívidas; participação na elaboração de planos de safra adequados à realidade do setor; organização de programas e projetos que racionalizem a utilização dos recursos humanos, materiais e financeiros disponíveis no setor.

OBJETIVOS

O objetivo geral é o desenvolvimento sustentável do agronegócio café, com impacto nos seguintes objetivos específicos:
 
• Renda maior e mais estável para os produtores;
• Redução da volatilidade do mercado;
• Aumento da competitividade do setor;
• Agregação de valor ao produto e maior participação dos produtores nas margens de comercialização;
• Atendimento às exigências do mercado em consonância com os princípios de sustentabilidade econômica, social e ambiental;
• Fortalecimento político-institucional e consolidação da imagem do setor, do CNC e dos associados.

ESTRATÉGIA

A estratégia de implantação do Plano Diretor está embasada em cinco pontos:

Foco – define o conjunto de ações e projetos associados com as áreas político-institucional e de mercado, que devem ser implementados para assegurar o atingimento dos objetivos e cumprimento da missão e visão.

Modelo de Gestão – define as competências das áreas técnico-econômica, de relações institucionais e de administração, que dão sustentação ao modelo e as respectivas ações a serem implementadas.

Recursos humanos – define equipe de trabalho e os princípios de gestão de pessoal a serem adotados.

Recursos financeiros – define o conjunto de ações e projetos a serem implementados, visando o fortalecimento do conselho, bem como o  orçamento anual e as fontes de recursos.

Infra-estrutura – define a infra-estrutura que será utilizada e ações a serem implementadas.

1 – FOCO

Os projetos e ações já definidos pelo CNC são apresentados abaixo e  estão relacionados com as áreas de mercado e político-institucional, as quais embora sejam complementares, são apresentadas separadamente, para facilitar a compreensão. Projetos e ações na área de mercado ficarão sob a responsabilidade da Área Técnico-Econômica e aqueles associados com a área político-institucional ficarão com a Área de Relações Institucionais.

1.1 – MERCADO

A - Plano Estratégico da Cafeicultura Brasileira

A proposta tem por objetivo discutir, da forma mais ampla possível, um plano estratégico que defina o posicionamento do Brasil no agronegócio do café mundial. É preciso responder às questões: Onde estamos? Para onde queremos ir? E, como? Este é um projeto para ser construído em parceria, dentro da cadeia do agronegócio café e em conjunto com o governo.

B - Plano de Safra

A proposta tem por objetivo elaborar, em conjunto com o CDPC, uma estrutura de Planos de Safra para períodos de 24 meses, atualizados a cada 12 meses, considerando a bianualidade das safras brasileiras.

C - Custo de Produção

Este projeto visa definir uma metodologia padrão de custo de produção de café, como um instrumento básico para negociação de políticas para o setor. O projeto será desenvolvido numa ação integrada, envolvendo o setor de produção, representado pelas cooperativas e associações que têm planilhas de custo, e o governo representado pelos Ministérios da Fazenda e da Agricultura, através de suas vinculadas, principalmente EMBRAPA e CONAB.

D - Previsão de Safra

Esta proposta visa fortalecer o programa de previsão de safras desenvolvido pela CONAB, através do estreitamento da parceria entre a CONAB e as cooperativas e associações, que já vêm desenvolvendo trabalhos nesta área.

E - Endividamento

Esta é uma ação, quase permanente, que deverá ter um tratamento adequado, visando um encaminhamento de soluções de médio e longo prazo, incluídas nos planos de safra e nas negociações conduzidas pela Frente Parlamentar do Café e pela Comissão de Agricultura da Câmara federal.

F - Drawback

Este projeto visa fornecer ao CNC e a seus associados, informações e análises estruturadas, que subsidiem uma tomada de posição com relação a este tema, que está colocado na mesa de negociações. O projeto deverá ser desenvolvido com a participação do CIC – Centro de Inteligência do Café.

G - Sustentabilidade

Este projeto visa fornecer ao CNC e a seus associados informações e análises estruturadas, que subsidiem uma tomada de posição com relação ao tema. O projeto deverá dar ênfase a iniciativas já em andamento, como o 4C – Código Comum para a Comunidade Cafeeira, liderado pelos governos Alemão e Suíço e organizações européias; o PIC – Produção Integrada de Café, liderado pelo MAPA / EMBRAPA e as ações desenvolvidas pela OIC.

H – Crédito de Carbono

Este projeto visa explorar as possibilidades de os cafeicultores virem a se beneficiar do novo mercado de créditos de carbono. O projeto deverá avaliar o potencial de seqüestro de carbono de lavouras de café, primeiramente, a partir de literatura disponível e consultoria e, se necessário, através de pesquisa.

1.2 – POLÍTICO-INSTITUCIONAL

A - Comunicação Integrada

O objetivo deste projeto é a elaboração de uma política de comunicação integrada acompanhada de seu respectivo plano de implantação, visando, especialmente no âmbito externo, o fortalecimento político-institucional e a consolidação de uma imagem positiva do setor, com reflexos para o CNC e para os associados. No âmbito interno, a prioridade é a melhoria da prestação de serviços aos associados e a integração dos mesmos em torno de objetivos e projetos de interesse comum.

B- Projetos Complementares

B.1 – Site do CNC
Este projeto visa desenvolver um site para o CNC, num conceito moderno e dinâmico, que facilite a integração com os associados, melhorando a prestação de serviços e aumentando o comprometimento em torno de objetivos comuns e melhore a visibilidade do CNC.

B.2 – Rede de Colaboração, Conhecimento e Negócios
Este projeto visa a criação de uma rede virtual envolvendo os associados, seus empregados e produtores, estimulando a troca de experiências e de conhecimento e procurando gerar negócios que aumentem a competitividade de todos os envolvidos, com retornos também para o CNC.

B.3 – Assessoria de Imprensa
Este projeto visa dar apoio ao CNC no seu relacionamento com a mídia, como uma ação inicial que será incorporada e redirecionada tão logo se implemente a política de comunicação integrada.

C – Parceria Rural-Brasil/CNA/OCB/Frente Parlamentar/CNC

Este projeto visa consolidar uma ação integrada do setor, definindo objetivos e estratégia comuns, racionalizando recursos e fortalecendo a ação política-institucional dessas organizações, especialmente para a atuação em Brasília.

D - PARCERIA  SICOOB/CNC:

Consolidar uma ação integrada para:

    - Fortalecer o sistema de cooperativismo de produção e de crédito;
    - Aumentar a capilaridade e a agilidade na aplicação dos recursos do FUNCAFÉ;
    - Fortalecer institucionalmente o CNC e o SICOOB como instrumentos importantes para o desenvolvimento da cafeicultura;

E – Fortalecimento do CNC

Este projeto visa fortalecer o CNC, através da ampliação de seu quadro de associados e conseqüentemente, de sua representatividade, com reflexos também na sua estrutura orçamentária.

2 – MODELO DE GESTÃO

O modelo de gestão está estruturado em três áreas: Técnico-econômica; Relações Institucionais e Administração. Cada uma das áreas terá um coordenador e será apoiado por um comitê, composto por membros das organizações associadas (cooperativas e associações).
Para facilitar a ação do coordenador e a participação dos membros nos comitês, será criada uma rede virtual de colaboração, conhecimento e negócios, que será um dos principais suportes nas ações de comunicação interna e constituirá um projeto na Área de Relações Institucionais.

2.1 - ÁREA TÉCNICO-ECONÔMICA

A Área Técnico-Econômica (ATE) tem a missão de fazer a gestão da informação para o CNC e para os parceiros, transformando a informação organizada e oportuna num diferencial competitivo.  Especificamente, a ATE é responsável pela captação e gestão da informação, pela prospecção de ameaças e oportunidades, pelo acompanhamento da legislação e outros atos de interesse e pela elaboração de análises, estudos técnicos e pareceres que subsidiem o posicionamento do CNC e dos parceiros, nos temas e fóruns de interesse.

ATRIBUIÇÕES

• Acessar a informação econômica, comercial, social, tecnológica, ambiental, tributária, trabalhista e de outra natureza que seja de interesse do setor, através de parcerias com centros de competência, com o Centro de Inteligência do Café e através de outros Bancos de Dados e fontes disponíveis.
• Acompanhar e avaliar as análises conjunturais produzidas sobre temas de interesse, como tendência de mercado, preços, custos e previsão e planos de safra.
• Acompanhar e avaliar estudos técnico-econômicos produzidos sobre temas de interesse do setor no Brasil e no exterior.
• Fazer avaliação de cenários e análise de prospecção de oportunidades e ameaças para o setor.
• Propor e, se aprovado, realizar e/ou viabilizar a contratação de análises e estudos que sejam de interesse do CNC e dos parceiros.
• Participar de fóruns internacionais e nacionais, como a OIC, o CDPC e câmaras técnicas, e de fóruns do setor privado.
• Elaborar pareceres que subsidiem o posicionamento do CNC e dos parceiros na discussão de políticas e temas de interesse.
• Produzir informativos que alimentem os veículos de comunicação implementados pela Área de Relações Institucionais e apóiem as demais ações de relacionamento com os públicos de interesse do setor.

2.2 - ÁREA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

Faz-se necessária a elaboração de uma Política de Comunicação que permita, a partir de um diagnóstico das demandas e expectativas dos públicos de interesse, e pela definição de estruturas e canais de relacionamento, traçar planos e ações que viabilizem a missão e os objetivos das empresas e entidades.
Assim, uma Política de Comunicação voltada para o agronegócio Café privilegiará, dentre outros aspectos, a defesa dos interesses dos cafeicultores e das entidades que os representam, a promoção do café brasileiro, bem como a orientação e a oferta de informação qualificada aos produtores.
A Área de Relações Institucionais – ARI tem como finalidade a elaboração e implementação de uma Política de Comunicação para os segmentos que compõem o agronegócio Café, com especial atenção ao Conselho Nacional do Café, cujo Estatuto Social já prevê, no artigo 2º - § 2, ações de comunicação para os mercados interno e externo, visando “fomentar uma melhor união da classe e coesão quanto a princípios de ações em defesa do grupo”.
A Missão da ARI, por meio da coordenação de uma Política de Comunicação, é, em síntese, contribuir para legitimar as entidades representativas desse segmento e expressar a disposição das mesmas de influírem, de maneira decisiva, no debate nacional que se trava sobre a importância do agronegócio, em particular do café, em suas dimensões econômica, política, social e cultural.

ATRIBUIÇÕES

• Coordenar a elaboração e implementação de uma Política de Comunicação para o agronegócio café com ênfase no setor de produção.
• Definir e implementar canais de comunicação com os públicos de interesse dos diversos segmentos do setor.
• Definir e coordenar a implementação de estratégias de curto, médio e longo prazos para aumentar a circulação de informações sobre a cafeicultura brasileira na mídia nacional e junto a setores representativos da sociedade.
• Subsidiar, com dados e informações sobre o setor e suas reivindicações, os parlamentares que se alinham com a defesa dos produtores de café.
• Elaborar um Plano Anual que integre as ações de comunicação das entidades representativas do setor de produção cafeeira.
• Estabelecer e coordenar ações de comunicação que contribuam para maior visibilidade à função e à importância do CNC enquanto entidade nacional comprometida com a defesa e a promoção dos direitos e interesses dos produtores de “Cafés do Brasil”, com responsabilidade social e ambiental.

2.3 - ÁREA DE ADMINISTRAÇÃO

A área de administração é responsável pela gestão de recursos humanos e de recursos financeiros e pela infra-estrutura, pela assessoria jurídica, além de todo o apoio necessário para o funcionamento do CNC.

3 – RECURSOS HUMANOS

O CNC trabalhará com uma equipe mínima necessária em todas as áreas, privilegiando a terceirização de serviços e a utilização das competências existentes dentro do próprio sistema, representado pelos associados.  Os comitês propostos no modelo de gestão e a Rede de Colaboração, Conhecimento e Negócios serão instrumentos importantes para maximizar o potencial das equipes. Será adotada, sempre que possível, uma política de remuneração por resultado e de treinamento contínuo.

4 – RECURSOS FINANCEIROS

O orçamento de 2005 é da ordem de R$ 1.000.000,00, composto basicamente pela contribuição de sócios. A meta é duplicar este orçamento até o final de 2006. Para tanto, as seguintes ações serão implementadas:

4.1 – Aumento do quadro de sócios – serão contatadas várias cooperativas, associações e sindicatos que atuam na área de café.

4.2 – Parceria com o Rural Brasil / CNA / OCB – consolidação de uma parceria com essas organizações, visando uma ação conjunta, prevendo-se alocação de recursos para manutenção de um escritório em Brasília.

4.3 – Parceria com o BANCOOB – a proposta é fazer um acordo com o BANCOOB, pelo qual o CNC apóia a alocação de recursos do FUNCAFÉ e de outras fontes nas cooperativas de crédito e, em contrapartida, o BANCOOB, através das cooperativas de crédito, apóia o CNC, participando como sócias e fortalecendo o seu orçamento.

4.4 – Novos Negócios – organização de novos negócios a partir da Rede da Colaboração, Conhecimento e Negócio a ser implantada e a partir do potencial representado pelos quase 40.000 produtores associados através das cooperativas e associações, que constituem uma massa de consumidores cadastrados.
É possível organizar sistemas de compra e venda, tipo consórcio, sem competir com a ação comercial já desenvolvida pelas cooperativas e associações, podendo resultar em benefícios para todas as partes: CNC, organizações associadas e produtores.

5 – INFRA-ESTRUTURA

O CNC conta com uma boa infra-estrutura em São Paulo e propõe implantar um escritório em Brasília, em parceria com Rural Brasil, CNA e OCB, trabalhando em estreita cooperação com a Frente Parlamentar do Café e com as outras frentes que atuam em áreas de interesse para o setor.

        

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