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Leilão de Pepro para café comercializa toda a oferta
12/07/2007

Portal Coffee Break (www.coffeebreak.com.br)

O segundo leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) para café arábica, realizado ontem, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), negociou 100% da oferta de 1 milhão de sacas de 60 kg. Segundo um corretor consultado pelo Coffee Break, este leilão teve uma boa disputa pelo prêmio máximo de R$ 40,00, que acabou fechando em R$ 29,40, para um valor de referência de R$ 300,00 a saca.

Esse corretor disse que um dos motivos para a maior disputa pelo prêmio foi a oferta menor em relação ao anterior (4 milhões de sacas). “E mais: o pequeno produtor que atrasou a documentação e perdeu o primeiro remate (no dia 27 de junho), pôde participar do leilão de hoje (ontem)”, completou.

Alguns analistas informaram que, quando o deságio alcançou R$ 30,00, as grandes cooperativas reduziram o volume ofertado para que o prêmio não despencasse. Eles acreditam que vender a saca por aproximadamente R$ 270,00 até junho de 2008 não será um grande problema. Porém, com um detalhe: “desde que o real não continue se fortalecendo em relação ao dólar”.

Os produtores e/ou as cooperativas que arremataram a subvenção deverão, agora, vender e escoar o produto para qualquer localidade diferente do Estado de origem. O preço de venda deverá ser, no mínimo, a diferença entre o valor de referência (R$ 300,00 a saca) e o prêmio (R$ 29,40 a saca). A partir da entrega dos documentos comprobatórios, a Conab terá 10 dias úteis para pagar o prêmio ao produtor.

Repercussão — O resultado do segundo leilão de Pepro para café arábica foi o maior sucesso, contando com transparência total, assim como ocorreu no primeiro. Foi assim que o presidente do CNC (Conselho Nacional do Café), Gilson Ximenes, definiu o programa lançado pelo governo federal para subsidiar os produtores. “Tivemos várias bolsas participando do leilão de ontem, com 500 mil sacas sendo adquiridas por cooperativas e as outras 500 mil por produtores independentes”, comentou.

Ele enalteceu o trabalho desempenhado pelo governo brasileiro no intuito de dar suporte ao cafeicultor. “O Pepro talvez marque o início de uma nova política governamental para o café, favorecendo, de fato, o produtor. Estamos empenhados e lutando por isso. O CNC parabeniza o governo federal por essa ação, principalmente o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e o secretário-executivo da Pasta, Silas Brasileiro, os quais desempenharam um papel fundamental para que o Pepro alcançasse o sucesso obtido”, elogiou.

Ao anunciar o Pepro, o ministro e o secretário sinalizaram a intenção do governo federal de ajustar a renda do produtor. Segundo Ximenes, a implantação do Prêmio foi uma demonstração do governo Lula de que está preocupado em desenvolver políticas agrícolas que solucionem a questão da renda do produtor, um problema que é endêmico para a cafeicultura brasileira. “O Pepro marca o início de uma medida compensatória em relação à valorização do real, que será fundamental para ajustar a renda do produtor. Como a cafeicultura é ‘dolarizada’, a produção sofre as conseqüências dessa valorização”, afirmou o presidente do CNC.

No primeiro leilão de Pepro para café, realizado em 27 de junho, o prêmio arrematado ficou em R$ 39,99 por saca, comprometendo R$ 159,9 milhões, que serão pagos aos produtores e às cooperativas que realizarem as vendas até 30 de junho de 2008 e comprovarem a operação à Conab até o dia 30 de outubro do ano que vem.

O Pepro é uma subvenção econômica concedida ao produtor ou cooperativa, que venda seu produto nas condições estipuladas pelo governo, paga com base na diferença entre o valor de referência (R$ 300,00) e o valor do prêmio arrematado no leilão, estabelecido para o café em R$ 40,00 a saca. Para este ano, o governo destinou para esse programa dotação orçamentária de R$ 200 milhões — do 2OC (Operações Oficiais de Crédito) — para premiar a comercialização de até 5 milhões de sacas de café.

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