São Paulo, Quarta-feira - 8 de Setembro de 2010  
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Caracteristicas Agronômicas

Aspectos botânicos

O café pertence à família botânica Rubiaceae. Desde a primeira descrição do café, no século 18, os botânicos não têm conseguido fazer uma classificação precisa. Há provavelmente 25 espécies principais, indígenas, da África e de algumas ilhas do Oceano Índico. As dificuldades na classificação e na designação de uma planta como membro verdadeiro do gênero Coffea ocorre por causa da grande variação nas plantas e nas sementes. As duas mais importantes espécies econômicas de café são o arábica (Coffea arábica), que representa mais de 70% da produção, e o robusta (Coffea canephora). Outras duas espécies produzidas em pequena escala são a Coffea liberica e a Coffea dewevrei.

Café Arábica

O café arábica foi descrito a primeira fez por Linnaeus, em 1753. Crescem em altitudes de 900 a dois mil metros. Têm teor de cafeína relativamente baixo (entre 0,9% e 1,5%). Os frutos são redondos, suaves, levemente amargos, de cor achocolatada, com crosta lisa e perfume intenso. Há duas variedades botânicas distintas: arábica (typica) e bourbon. Historicamente, o typica foi cultivado na América Latina e na Ásia, visto que o bourbon chegou à América do Sul e na África mais tarde, através da colônia francesa do bourbon (Reunion). Destas variedades saíram muitas cultivares, como a caturra (Brasil e Colômbia), a Mundo Novo (cruzamento entre a typica e a bourbon, encontrada no Brasil), a Tico (América Central) e a anão San Ramon e montanha azul  (na Jamaica e Quênia).  Outras cultivares desenvolvidas para ter o máximo de retorno econômico e para condições regionais específicas são a Kent (Índia) e a Catuai (um híbrido da Novo Mundo e da Caturra). A planta média é um arbusto grande com as folhas ovais verde-escuros. As frutas são ovais e ficam maduras em 7 a 9 meses; contêm geralmente duas sementes lisas (os feijões de café). O café arábica é encontrado na América Latina, na África Central e do Leste, na Índia e em alguma extensão em Indonésia.

Café Robusta

Mais precoce, mais resistentes e mais produtiva que a arábica. É cultivada em terrenos baixos, com plantas de maior envergadura. Seus grãos são menos perfumados. A quantidade de cafeína é maior (entre 2% e 4,5%). O termo “robusta” é o nome de uma variedade cuja árvore tem frutas arredondadas e que demoram até 11 meses para amadurecer. As sementes são ovais na forma e menores do que aquelas da arábica. O café robusta é encontra na África Ocidental e Central, no Sudeste Asiático e a algumas extensões no Brasil, onde é conhecido como Conillon. A identificação das cultivares é confusa, mas as duas mais reconhecidas são robusta e Nganda.

Híbridos do arábica e robusta

Cafés produzidos para melhorar as características de crescimento, floração, rendimento, tamanho do feijão e forma, índice de cafeína, resistência a doenças e seca. Cruzamento entre o arábica e o robusta confere resistência e vigor a doenças. O híbrido Timor se assemelha ao arábica. Já o Catimor é o cruzamento do caturra e do híbrido timor, sendo resistente à oxidação da folha do café. O híbrido Ruiru 11 foi desenvolvido no Quênia, é resistente à doença da baga do café e à oxidação da folha. Por sua vez, o híbrido Icatu é resultado do cruzamento do arábica e robusta híbridos com as cultivares Mundo Novo e Caturra.

Fonte: http://guiamiguelin.com/index.html

    

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